Médico diz que comerciante que morreu após implante capilar passou mal e pediu para ir ao banheiro

Segundo a delegada, fatos apontados pelos familiares do comerciante foram negados pelo médico

Foto: Arquivo Pessoal

Desperta Cidade 

A delegada Ludmilla Vilas Boas e Santos, titular da 1ª Delegacia (1ª DT/Feira de Santana), ouviu, em depoimento, na última segunda-feira (4), o médico que realizou o implante capilar do comerciante Cláudio Marcelo de Almeida, que morreu no dia 27 de março, após o procedimento.

Segundo a delegada, fatos apontados pelos familiares do comerciante foram negados pelo médico. Além disso, ele apresentou documentos e informações a respeito do procedimento.

A polícia aguarda informações do Conselho Regional de Medicina (CRM) e o resultado dos laudos de necropsia e toxicológico para continuar as oitivas. A delegada destacou ainda que o médico pode ser ouvido novamente para novos esclarecimentos.

Os funcionários da clínica e a equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) que atendeu a ocorrência também serão ouvidos nos próximos dias.

Segundo a delegada, o médico relatou que na mesma semana em que houve o implante capilar e a morte do paciente, a clínica foi inspecionada pela Vigilância Sanitária. A polícia vai solicitar ao órgão uma cópia do relatório.

“Ele confirmou que Cláudio estava caído no chão, havia passado mal após a conclusão do procedimento e pediu inclusive antes de concluir o curativo para ir ao sanitário. No sanitário, passou mal, se urinou, quando a equipe optou por colocá-lo no chão e levantar as pernas para que realizassem os procedimentos para que ele voltasse a si. Segundo ele, a família chegou nesse momento quando a equipe iniciava os procedimentos para fazer com que Cláudio voltasse ao normal”, informou a delegada Ludmilla Vilas Boas e Santos.